COMO, O QUE, E
EM QUE CONDIÇÕES, OS PROFESSORES PODERÃO REALIZAR AÇÕES QUE MUDEM A ESCOLA E
CULMINEM NA INCORPORAÇÃO DAS TIC AO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM,
TRANSFORMANDO A FORMAÇÃO HUMANA.
A incorporação das TIC no espaço escolar
dificilmente irá ocorrer se não houver uma verdadeira inclusão digital de todos
os atores do ambiente escolar: professores, alunos, gestores e coordenadores.
Sendo assim, o acesso às TIC coloca-se como condição primordial para que o
professor possa realizar ações que mudem de fato a cultura da escola. Segundo uma
pesquisa sobre TIC Educação, realizada em 2006, um dos empecilhos para a
inserção das TIC no contexto escolar é exatamente a falta de acesso, que muitas
vezes fica restrito às salas da direção e coordenação, priorizando a gestão
escolar. A pesquisa revela também que em escolas em que há wifi, o mesmo é
bloqueado para os alunos. Dentre as justificativas que conhecemos está a ideia
de que os estudantes irão se dispersar na sala de aula. Em condições como essas,
torna-se mais complexo realizar ações que efetivamente promovam a inserção das
TIC no processo de ensino-aprendizagem. Muitas vezes, é preciso convencer a gestão escolar da importância da inovação e, também,
demonstrar aos alunos que, para algumas liberações para acesso, é necessário
que esses, enquanto atores do processo, tenham maturidade para utilizar a rede sem
banalização.
Nesse sentido, formação, planejamento,
organização, força de vontade e motivação são elementos fundamentais para que o
professor busque essa incorporação, sobretudo porque os entraves estruturais,
como ausência ou escassez de equipamentos e de
manutenção; ou pedagógicos, dificultam ainda mais as tentativas de se
romper com as práticas tradicionais e conservadoras, ou conforme aponta o
professor Marcos Silva, com a “unidirecionalidade” no ensino.
Há muito que se avançar, pois, se nas escolas públicas professores e gestores
encontram empecilhos como falta de equipamentos ou verbas para adquiri-los; em
algumas escolas privadas o problema concentra-se na gestão pouco flexível. De
um lado a escola pública carrega problemas
estruturais, ao longo dos anos; de outro, a escola particular, numa visão
empresarial, sobrecarrega cada vez mais seus profissionais, dificultando práticas
inovadoras. É notável, portanto, que os dois contextos escolares,
público e privado, estão marcados por obstáculos no que se refere à inserção
das TIC, de maneira efetiva e integrada. Nesse
contexto, percebe-se também certa resistência dos docentes em incorporar a
tecnologia em suas metodologias de trabalho, seja pela sua formação
conservadora e tradicional, seja pela falta de interesse e motivação.